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Artigos sobre cavalos

 

As Famílias dos cavalos Árabes da Polônia

The Horse Families of Poland (1 790-1 98?) foi escrito por Britlta Fahlgren .

O Livro representa a primeira listagem compreensiva com detalhes sobre 5.500 cavalos. Contém 186 pág. dos dados das éguas fundadoras, de Gazella OA até Wenus; 184 páginas de tabelas de Garanhõess desde Abu-Argub OA até Kuheilan-Abu¬-Argu.d OA: detalhes completos de todos os progenitores e importadores do deserto (OA). Com criadores subseqüentes. Proprietários. Datas de importação e exportação, pelagem, etc.; relação completa dos haras do século XIX na Rússia-¬Polonía de Sanguszco, Potocki, Braníckí e Leon Abrmnoufch; seção em separado sobre os cavalos poloneses exportados à Espanha entre 1906 e 1912,- linhas completas de descendência para importações de Weil, Babolna, Radautz. Visnjevci, Inocendzdvor, Crabbet e França (incluindo Alegria)
Entre os muitos aspectos de interesse no livro, estão seu prefácio, que desejei traduzir para o benefício dos criadores que não tem acesso a este livro ou que não lêem inglês .
. Espero que no texto que se segue, baseado neste prefácio exista urna ou mais respostas para a pergunta - Por que. Afinal. Um árabe polonês?


AS ALTERACÓES NAS FRONTÈIRAS POLONESAS

"O propósito deste prefacio é explicar pelo menos algumas das dificuldades intrínsecas, colocar o cavale árabe polonês moderno em seu contexto histórico e transmitir ao leitor algo do sabor da criação do cavalo polonês no século passado. Para o árabe polonês, mais do que para qualquer outro o cavalo árabe no mundo existem informações importantes no passado que não ser ignoradas. O desenvolvimento. por exemplo, das suas grandes linhas maternas não ocorreu no vácuo. As Suas raízes devem ser importantes mesmo para aqueles cujo interesse nos seus cavalos vá muito dos eventos recentes nos seus estábulos. As características que situam o árabe polonês à parte de outros e a extraordinária habilidade de seus criadores do passado devem muito à forma de vida que desapareceu para sempre em 1918.
A primeira tarefa é definir o que seja "árabe polonês" uma vez que, muitos dos cavalos neste livro pareceriam ter-se criado na Rússia. A resposta simples, a geográfica, é dizer "todos os cavalos criados nos territórios que constituíram o reinado antigo da Polônia» Lituânia" [ver mapa 1], que. no seu auge. se estendia de Riga. ao norte. até 0 sul de Kiev. a capital da Ucrânia. Isto quer dizer que. em certa época. a Polônia era muito maior do que hoje. Muito mais complexa é a questão de porque os habitantes destas terras continuaram a considerar¬-se como poloneses, muito tempo após terem sido absorvidos à Rússia e aos impérios Austro Húngaros ou Prússia: e porque seus cavalos aparecem no Stud Book.
Felizmente este não é um livro sobre política. não precisando tratar de assunto profundo. Tudo que é necessário dizer é que a nacionalidade polonesa não é uma étnica como a Servia ou Croácia e não pode ser identificada com uma base que tenha sido permanente e exclusivamente polonesa.
Pode ser descrita como a forma de ser daqueles que vivem dentro da "macierz" ou "mäe-terra". É freqûemernente dito que o equivalente mais próximo da palavra polonês está no conceito que justifica a frase "civil Romanus sum", a palavras código que servia de laço de união indefinível entre diferentes povos.
A importância para os criadores poloneses das terras que estão agora fora das fronteiras da Polônia será facilmente vista através do mapa que mostra a localização dos haras principais.
A maioria ficava a leste de Lwow. Que passou posteriormente á amiga União Soviética.
Antes do fim do século XIX esta terra, que foi limpa de vegetação para dar lugar á lavouras, estava coberta com carvalhos, árvores menores e arbustos, em meio a pasto natural, com tendência à produção de um cavalo seco, leve, de Saúde excepcional. Era uma terra perfeita para a Criação de cavalos e durante séculos seus proprietários criaram animais de alta categoria para trabalho na terra.montar1a e fins militares. É difícil pensar em outra região na Europa que tenha tido tão longa experiência na criação de um cavalo tão bem acabado e foi aqui que se originou a que pode ser chamado de éguas "criadas em casa" em oposição ás criadas no deserto e que constituem 28 das 121 famílias de cavalos deste livro. Quase nada é sabido destas éguas exceto pelos nomes de seus criadores c proprietários e data aproximada de nascimento. Esta ausência de informação sabre seus ancestrais levou outros criadores a olhar com suspeita para estas famílias que Incluem nomes Ilustres como Mllordka. Ukralnka e Szweyknwska.
Portanto, algum relato do seu pausado è necessário. A maioria destes cavalos pertenceu aos Sanguszkos
uma antiga e poderosa família da Lituânia que adquiriu, no decurso do tempo, grande riqueza e extensões de terra. Especialmente na área fértil da Ucrânia, Slawuta. Que era apenas urna de sua; propriedade atingia em 1900, 63.000 hectares. Vinte quilômetros mais longe ficavam Antoniny que foi parte do dote da Princesa Marya Sanguszko por seu casamento com o Conde Alfred Potocki, esta era um pouco menor, com 55.000 hectares.
Em todos estes lugares, a criação de cavalos era uma parte essencial da vida, desde um passado sem memória. A cavalaria devia ser montada. A terra precisava ser trabalhada e as carruagens tracionadas. Distâncias enormes ao longo de planícies sem fim precisavam ser percorridas. Somente uma raça de cavalos poderia ter a resistência necessária, e esta raça naturalmente era a raça árabe.
Sanguszko e outros criadores poloneses do século X1X; poderiam adquirir cavalos puros-sangues inglês para carreiras ou caçadas., seguindo a moda aristocrática do período. Por boas razões cornercia1eles poderiam criar anglo-árabes, mas o impulso principal das suas operações foi sempre Construir e manter uma reserva de árabes puro¬ sangue para serem usados na melhora dos cavalos existentes em Suas propriedades. Na época do Príncipe Roman. O mais jovem. Por exemplo, os cavalos de Trabalho dos Sanguszkos precisavam conter um mínimo de 50% de sangue árabe como norma. Garanhões tal como Jussuf criado em Babolna, considerado como tendo tipo insuficiente era relegado a cobrir éguas de trabalho. A qualidade total do rebanho de trabalho foi tão melhorada desta forma que o excedente poderia ser vendido para utilização em pólo. A dificuldade principal do empreendimento repousava na obtenção de bons garanhões árabes. Um surto de azar com doença. Infertilidade ou acidentes poderia ser assunto sério, como demonstra a correspondência entre os Blunts e Jozeí Potgcki. Se você estivesse vivendo no meio da Ucrânia e seu garanhão caísse morto, como um dia como aconteceu com Dervish na estrada entre Antoniny e Slawuta você tinha duas escolhas: aguardar que um vendedor aparecesse em 1 ou 2 anos em Odessa ou Varsóvia com algo adequado ou mandar alguém à Síria comprar um cavalo para você. A política mais segura era ter substitutos em número suficiente para não ser apanhado desprevenido. Era portanto natural que os Sanguszkos e seus companheiros de criação tivessem dificuldades sem fim despesas para obter um suprimento continuo de cavalos originais no momento necessário. Financiaram algumas expedições ao deserto. Outras expedições executaram pessoalmente compraram de vendedores tais como Gioccho. Zimmennann e Amato que circulavam nas grandes rolas da Europa central e sul da Rússia, compravam em Londres Paris, Constantinopla e Malta: trocavam entre si emprestando ou permutando cavalos durante vários anos.
E finalmente, quando ocorreu uma catástrofe como a epidemia de febre-pulmonar que dizimou a criação do Príncipe Roman Sanguszko em 1865 em Satanow, eles se deram cavalos. Nada poderia interromper a interromper a criação do Puro Sangue Árabe.

Este foi o quadro geral em termos muito sumários das éguas "criadas cm casa" de Sanguszko. Nas circunstancias de hoje, em que um proprietário pode ter apenas alguns cavalos e poucos hectares a manter a noção, de que ele possa, como Sanguszko, produzir animais sem pedigrees sugerindo ainda que eles sejam considerados como puro-sangue seria naturalmente ridicularizada. Mas as questões eram muito diferentes naquela época. Trabalho. forragem. Estábulos, capital, terra, até os cavalos em si, tudo era disponível a Sanguszko numa escala que desafia hoje a imaginação. Em suma, o fator limitante não era como é usual hoje, o tamanho da bolsa do proprietário, mas os limites de sua ambição. E no caso de Sangusko, Isso significava criar árabes. A questão de se as éguas "criadas em casa" eram completamente puras ou não nós nunca saberemos. O que é certo è que elas possuíam tipo suficientemente distinto para serem consideradas por gerações sucessivas como indistinguíveis dos puros-sangues e portanto eleitas para serem cobertas pelos Garanhões Asil. A fidelidade dos criadores da estatura de Sanguszko, com suas tradições e instinto, a estas linhas maternas nativas que eles poderiam facilmente ter substituído por éguas importadas do deserto (se tivessem desejado)
O que é extraordinário não é que os cavalos de Milordka tenham origem desconhecida mas que tantos, de fato quase todos dos cavalos de Sanguszko nascidos após 1924 tenham uma descendência conhecida. Isto é mais bem explicado pelo exame das práticas de criação de outros lugares da Europa contemporânea. As pessoas podem esquecer que o conceito de criação¬ pura é moderno. Poucas sociedades criatórias existiam antes de 1850 e o Stud Book eram incomum antes dc 1880.
Mas o fato è que Sanguszko começou a ter registros
metódicos e completos em 1824. muito antes de seus
contemporâneos europeus que criavam animais puros-sangues. Pode haver aspectos do cavalo árabe polonês que
despertem critica razoável mas o status das éguas fundadoras de Sanguszko não está entre eles. Houve
também éguas "domésticas" pertencentes à família Branickl, mas estas devem ser posta em categoria diferente. porque os fatos que se relacionam a das são muito tênues. Boruwiak. que escreveu a história do Haras Branicki em 1914, não parece ter tido acesso a um stud book no sentido aceito do termo. Possivelmente. os Branicki não eram completamente conscienciosos com seus registros. talvez pela alta reputação de seus cavalos e pela facilidade com que os vendiam. Ou eles podem ter sido como seu vizinho Leon Abramovich, em Sachny, que era por demais excêntricos para registrar seus cavalos no Stud Book Árabes Russo em 1903.
As riquezas dos Branicki alcançavam muitos locais fora da Ucrânia.
Através do segundo casamento de Katarzyfla com Stanislaw Potocki, velo o maravilhoso palácio Wilanow ("Vila Nova") nos arredores de Van us havia construído no fim do século XVII Pelo Rei Sobieski. Nos anos 1840, Roza, esposa de Wladystaw Branicki, comprou o Château de Montrésor no vale Loire, na França.
Foi em Montrésor em agosto de 1922, que Jozaf Potocki, o criador de Skowronek e, em certa época, o proprietário de Antoniny, encontrou seu fim. Wilfrid e Lady Anne Blunt conheceram-no bem. Em 1882 eles venderam a ele Pharaoh após ele te -Luiz visitado em Crabbet. Estiveram com ele em Antoniny em 1884 e novamente em 1895 quando Wilfrid viajava sozinho. Lady Anne maravilhou-se com sua riqueza ficando com dois corações sobre seus cavalos e desaprovou• o pelos seus hábitos de bebida. Em 1895 Wilfrid relatou que o casamento tinha deixado-o mais sóbrio. Em 1902, entretanto, Wilfrid ouviu que Potocki tinha perdido 100.000 libras em 20 minutos em uma mesa de gamão. Sete anos mais tarde Vita Sackville-West acompanhou sua mãe a Antoniny e ficou assombrada por sua opulência. Havia 80 cavalos de sela. carruagens com 4 cavalos, kossacos o seu serviço, anões hereditários para alcançar cigarros, e um gigante, o seu hospedeiro tinha "dentes como um lobo- (de fato ele não era muito diferente de um lobo) e quando dançava a mazurca, parecia aumentar de tamanho, número e proeminência. Morreu por sua própria mão com um tiro de forma que suas dividas de jogo. que por costume tornavam-se nulas após a morte, não poderia ser cobrado. A sua bisavó. Jan Potocki, o gênio polonês excepcional do século XVIII. também cometera suicídio, em circunstâncias macabras.

Os Últimos. os mais sóbrios, e. sob vários aspectos. os mais importantes membros das famílias aristocráticas com o que nos preocupamos são os Dzieduszychi de Jarczowee, uma propriedade de família a leste de Lwow. Embora criadores de cavalos há muito tempo, como seria de esperar com a compra pelo Conde Juliuz Dzieduszychi, em 1840, do famoso garanhão Baghdad OA que tinha sido trazido a Lwow pelo vendedor Glioccho. Em 1843, após a morte de seu pai. o Conde Juliuz fez uma viagem de 2 anos à Arábia retornando com 7 garanhões, incluindo Kohejlan. Abu Hejl e Ablat e as 3 éguas legendárias Gazella. Mlecha e Sahara a quem o cavalo árabe deve uma dívida tremenda através do mundo. Deve também ser mencionada a linha proeminente do garanhão Krzyzyk importado por Dzieduszycld e as 16 filhas que El-Belemi 1863 e El-Kebir I tiveram entre si, cada uma das quais foi notável por sua produção. A habilidade do Conde Juliuz de criar éguas de alta qualidade durante quase 40 anos representa um feito extraordinário. comparável talvez à forma com que o haras Crabbet produziu uma longa sucessão de garanhões superlativos.

Dzirduszychi morreu em janeiro de 1885 deixando seus cavalos para seu sobrinho Wojciech que transferiu os melhores para Jezupol. Em 1894 Wladyslaw Dzieduszychi tomou conta do haras e alguns anos mais tarde introduziu sangue externo na forma de Hermit. Os cavalos de Jezupol proporcionaram uma parte importante do rebanho fundador de Janow construído no início da década de 1920. As conquistas. em termos de criação de cavalos. destas famílias famosas do século XIX são mais visíveis na descendência de suas éguas. Algumas das suas linhas de garanhões deixaram descendentes. embora a maioria tenha perecido ou sido superada em importância por introduções recentes. Mas seus reinados e muito da sua riqueza, suas excentricidades e extravagância tiveram um fim abrupto e selvagem durante a grande guerra e a revolução russa. Com o renascimento da república polonesa independente em 1 918 veio uma nova e mais democrática forma de vida, o crescimento de muitos haras menores e seu término durante a segunda guerra mundial, com a emergência eventual das criações do estado como portadores da tocha do Cavalo Árabe da Polônia.

Greca Arabian Stud Haras Greca/El Aduar
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